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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Complexo de Gael - Entendendo


Ter amigos feras em photoshop nos torna mais sagazes em marketing pessoal. Psicologia barata...
Por isso, o Complexo de Gael tem necessariamente que passar pelo meio de comunicação. Senão é paixonite normal, igual a quando inventaram o amor séculos atrás. Além do mais, a pessoa não precisa ser famosa. Pode ser o cara que senta ao seu lado no trabalho. Se você se sentir melhor falando com ele pelo MSN do que pessoalmente, mesmo quando ele está ao seu lado... é... Complexo de Gael.

A coisa está em nos se relacionarmos de maneira virtual. Tem que haver um atravessador. E esse atravessador te melhora, ou piora, (a linha é tênue) e te proporciona novas maneiras de lidar que antes eram impossíveis! A gente cria coragem pra perguntar coisas, esconde a excitação ou libera de vez. O brinde, além de fazer a pessoa perder o tempo dela (a intenção é essa), é que nos sentimos controladores da situação. Tudo depende de termos como “editar” ou “cancelar”.

Colocamos descaradamente o amor aos ídolos e os amores possíveis no mesmo patamar. E é assim mesmo. Estamos falando da imaginação e ela não tem fronteiras.

Mas claro, essas relações são inseguras demais, ou seja, igual a uma paixonite normal igual a quando inventaram o amor séculos atrás.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Complexo de Gael


O complexo de Gael foi uma teoria que eu desenvolvi há mais de um ano. Claro, não é sério. Mas é empiricamente observável.

Resumo o complexo de Gael como:

Uma atração amoroso-sexual, de cunho platônico ou não fortalecida, pelos meios de comunicação.


Genérico demais? Vamos lá.
Não interessa se o desejo é por alguém da rede Globo, da Warner Bros, ou um cara da sua sala na universidade que é blasé demais pra que você tente chamar a sua atenção. A questão se situa nas formas extremamente modernas e inusitadas de se tornar dependente voluntário.
O centro da coisa é: você se torna mais viciado na pessoa enquanto se droga mais dela, ou seja, vai enchendo a cara da pessoa, e pode fazê-lo numa lan house, com uma fofoca, etc.

Mas a minha forma preferida de complexo de Gael é a cinematográfica. Adoooro as menininhas gritando pelos astros nas estréias superlotadas. É a materialização do Complexo de Gael.
Por exemplo: recentemente estreou Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Hermione é a causa dos assovios masculinos. Um amigo comentou “olha o corpo dela!” As pessoas esperam ansiosas pela transformação dos atores em pessoas deliciosamente admiráveis. Elas querem admirar. As pessoas pagam pra se drogar ainda mais das pessoas. E quanto mais os produtores propõem uma idealização do personagem, mais complexo fica o Complexo.

Longe de ser uma crítica! Cinema é a forma mais encantadora de sonhar com a própria vida, está tudo lá, os lugares perfeitos, a voz, a música, a maquiagem, as luzes! Afinal, por englobar as outras seis artes o cinema é a sétima – como me ensinaram um dia. Por isso o nome do complexo vem de um astro do cinema que estava muito cotado à época em que pensei nisso. Repito, esse pensamento não é a invenção da lâmpada, mas mesmo as nossas mães ainda ficam saudosistas ao assistir ao Vídeo Show e ver seus ídolos do passado, os “homens de suas vidas”.

Enfim, se você ainda não devorou um livro se imaginando na história, ainda não se disse esposa de um astro, nunca disse que daria sem pensar pro Rafinha Bastos, ainda não digitou o nome do seu paquera no Google, nunca pensou em comer a Juliana Paes – Are Baba! Nunca ficou com o coração acelerado quando seu sonho de consumo entrou no MSN, e sensações relacionadas, parabéns. Você nunca teve Complexo de Gael.